
"Existe muito preconceito em relação à moda até hoje, em parte porque tem um caráter efêmero (muda sempre, e seu meio é a roupa) e porque ela tem a ver com a aparência, supostamente privilegiando o superficial. Muitas vezes, a moda também é vista como algo feito para iludir, disfarçar, ser alguém que, na verdade não se é. Quem a critica dessa forma certamente desconhece as implicações sociológicas e psicológicas da moda: coisas simples como sentir-se bem ao usar determinada roupa, vulnerável vestindo outra. Porém a moda já deixou de ser sinônimo de futilidade e improvisação há muito tempo.
A palavra “moda” vem do latim Modus, que significa “modo” e/ou “maneira”. É um sistema que acompanha o vestuário e o tempo, que integra o simples uso das roupas no dia-a-dia a um contexto maior, político, social, sociológico.
As mudanças que existem nos modos de vestir de uma época à outra é moda. Ao retratar essas transformações, como por exemplo dos anos 50 para os anos 60/70, a moda reflete a sociedade à sua volta, sendo possível entender um grupo, um país, naquele período pela moda então praticada.
A moda sempre andou em paralelo com a história e, desde seu aparecimento, a moda trazia em si um conceito estratificador. Apenas no final da Idade Média surgiu como conceito. Com o desenvolvimento das cidades e a aproximação das pessoas na área urbana, houve o desejo de imitar: os burgueses copiavam os tecidos, o jeito de se vestir e se portar da nobreza, que não ficou nem um pouco contente em se parecer com esses plebeus endinheirados (devido o comércio). Começaram então a criar códigos internos de vestir que mudavam rapidamente, antes que a burguesia tivesse tempo de copiá-los. Nesse período também foi criado as regras de etiqueta, com objetivo de diferenciar as origens. A nobreza então caiu, os burgueses tornaram-se os donos do mundo, e a moda “pegou”.

Aos poucos, a evolução do vestuário foi acontecendo... atualmente tratar de moda implica lidar com elementos dos mais complexos, especialmente quando combinados. Tangemos valores como imagem, auto-estima, estética, padrões de beleza, inovações tecnológicas ( como os tecidos inteligentes: lidam com troca de calor, mantendo o corpo quente no frio e vive-versa, ou evitam até a criação de bactérias), top models, moda de rua, tribos, criatividade, talento, enfim... nada é eterno na moda. Talvez seja isso que a deixa tão fascinante.
Segundo o filósofo Manuel Fontán de Junco, "conseguiu estabelecer uma ponte entre a beleza e a vida. A moda é uma arte que se usa, que se leva para a rua; é uma arte de consumo a que todos têm acesso". E é fundamentalmente uma arte humana. Uma arte feita por e para o homem."
Fonte: http://vivaitabira.com.br/viva-colunas/index.php?IdColuna=13
http://www.criatives.com.br/2011/06/65-exemplos-de-croquis-e-ilustracoes-de-moda/
Amei seu blog ... ja coloquei no Favoritos.
ResponderExcluirBjins
Carol Polidoro
Obrigada Carolzinha!
ExcluirSua visita aqui será sempre um prazer. Passe por aqui sempre que quiser! Um beijo enorme.
gostei muito do seu blog quando poder seja mas um menbro do meu blog;
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